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terça-feira, 9 de junho de 2015

Salão do Encontro

A Arte de Educar

 A Utopia é Possível  

¨Porque foi que cegámos, Não sei, talvez um dia se chegue a conhecer a razão, Queres que te digo o que penso, Diz, Penso que não cegámos, penso que estávamos cegos, cegos que veem, Cegos que, vendo, não veem.¨
Saramago

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O mundo virtual das várias mídias, conformado e amoldado com o artifício da mais alta tecnologia, tem consolidado uma realidade global comum, não importando se quem a visualiza é um pequeno índio descalço nas margens do rio Amazonas, ou um garotinho em sua casa com lareira nos rincões mais gelados do Rio Grande do Sul. Todos nós, salvo algumas raras exceções, desde a popularização da televisão em meados dos anos 1960, tanto aqui no Brasil como nos mais esquecidos recantos do planeta, consumimos basicamente as mesmas informações e cultivamos os mesmos ideais e valores como se estes fossem os únicos possíveis.
Para o que muitos chamam hoje de a era da Sociedade do Espetáculo, o bem maior, o supremo valor é a imagem, e por consequência, é o status, o sucesso pessoal, o destacar-se e o sobressair-se. Até aqui nada de novo e exclusivo do homem contemporâneo. O mesmo comportamento simiesco é observado nos animais, nas crianças pequenas, nos adolescentes e nos homens adultos por razões muito semelhantes.
Em um fragmento de uma das suas mais lindas poesias, diz o poeta místico Jalal ad-Din Muhammad Rumi: ¨Morri como mineral e tornei-me planta. Morri como planta e renasci animal. Morri como animal e tornei-me homem... Ainda outra vez morrerei, como homem, para elevar-me com os anjos abençoados...¨
A evolução do mineral para a planta, desta para o animal, e por fim, até chegar ao homem ocorre espontaneamente segundo a natureza e os ditames do Isso. O salto seguinte, aquele que conduz para o além do homem já não acontece da mesma maneira, não se realiza por si só sem a vontade e a consciência próprias e inerentes ao homem. Este passo além, em direção ao desconhecido, por milênios emperrado, trilha um caminho que ultrapassa e transcende todas as características das etapas evolutivas anteriores.
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Um senhor cego bate à porta de uma senhora pedindo ajuda.
¨Fique por aqui e trabalhe conosco.¨
¨Como vai me aceitar se sou cego e não sei fazer nada?¨
¨Entre e iremos descobrir juntos como você pode contribuir.¨
Este é um pequeno fragmento do diálogo entre um deficiente visual e uma visionária.
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¨É muito bonito a gente pegar um menino sem perspectiva, que os próprios pais não acreditam nele, e transformá-lo numa pessoa boa. Agora, a minha preocupação é dar para eles só o melhor, o mais bonito; e não ficar satisfeita com qualquer coisa, eu não gosto disso. Eu gosto é do mais belo.¨
Noemi Gontijo, a visionária
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  Noemi Macedo Gontijo
Metamorfose é a expressão que melhor define o trabalho realizado no Salão do Encontro. Tal qual um autêntico alquimista, extrair o sutil do grosseiro e transmutar objetos e pessoas através da arte e da educação é o ofício a que a artesã e professora Noemi Macedo Gontijo se dedica de corpo e alma e em tempo integral há mais de quarenta anos. Decidida a oferecer muito mais do que simplesmente alimentação aos carentes, Dona Noemi, juntamente com seu amigo, o Frei Stanislau Bartold, dá início a um projeto ambicioso que proporciona formação, autonomia e dignidade às pessoas com necessidades especiais, às crianças, adolescentes, adultos e idosos em um ambiente criativo, alegre e fraterno em meio à natureza.


Em 1970, em Betim, cidade muito próxima de BH, começa a tomar forma o Salão do Encontro a partir de um pequeno galpão onde se distribuía sopa às pessoas necessitadas. Este foi somente o princípio do sonho de alguém que acreditava e apostava no potencial inato de cada um para o crescimento e auto-realização.

O Salão do Encontro é uma organização de direito privado e sem fins lucrativos que promove a educação, a capacitação para o mercado de trabalho, a inserção social, a sustentabilidade e a cidadania através da arte. Prioriza a cultura e o artesanato regional mineiro, utilizando matéria prima natural e reciclada. As crianças aprendem brincando desde bem pequeninas a trabalhar a terra e extrair as tintas, a fabricar os próprios pincéis, a manipular a argila e a madeira, a fiar e a tecer; cozinham, lavam e passam roupas; são carpinteiros, palhaços, malabaristas, músicos; e são crianças. 
A atenção com o espaço acolhedor e afetuoso, o cuidado no trato com o outro, o estímulo ao companheirismo e à camaradagem; e a preocupação com o belo fazem do Salão do Encontro muito mais do que um centro de amparo aos mais necessitados. A instituição concretizada por Noemi Gontijo forma homens e mulheres de bem.


¨ Eu sou Feliz no Salão do Encontro ¨
Izabella Gonçalves Costa


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Iniciativas nobres como a do Salão do Encontro teimam em negar a realidade mantida no patamar dos baixos instintos (diriam alguns, na frequência dos três chacras basais), desencantada, entorpecedora e nefasta imposta pelos meios de comunicação de massa. Ali, ou aqui bem pertinho, mas muito longe no tempo e no espaço de tantos conflitos, corrupção, violência, individualismo, celebridades, competição, indiferença e guerras, insiste entre lonas e árvores um espaço onde a vida eleva-se acima do diafragma e re-encanta o mundo.
        
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Aqui um vídeo no youtube em homenagem a Noemi Gontijo e a todos do Salão.
Visite, conheça e apoie o Salão do Encontro
Clique aqui para ir até o site oficial do Salão.
E clique aqui para ir também para a sua página no Facebook.                                                                                                                                   

quarta-feira, 20 de maio de 2015

ASCOMCER - Associação Feminina de Prevenção e Combate ao Câncer de Juiz de Fora

ASCOMCER
  Dedicação e Compromisso

A escolha pela constante, massiva e cotidiana exibição da violência, do descaso, do individualismo, da indiferença, da injustiça e da miséria humana adotada pelos meios de comunicação de massa, a mídia globalizada cria, sustenta e reforça uma realidade que é o seu reflexo. Em razão de alguma intenção nefasta e velada, ou simplesmente pela busca de uma maior audiência, não importando os meios, sejam quais forem, para obtê-la, tal ideologia perversa provoca não a reprovação e a indignação. Ao contrário, o resultado de tamanha superexposição é a insensibilidade, a desilusão, a apatia, a resignação e a sujeição.
Invisível a muitos, e ao largo desse foco, uma infinidade de instituições, organizações, associações e iniciativas individuais contradizem esse sombrio universo paralelo midiático.
Na cidade mineira de Juiz de Fora, a Ascomcer realiza com sucesso há mais de cinco décadas um lindo trabalho humanitário em prol do paciente oncológico carente.
A Associação Feminina de Prevenção e Combate ao Câncer, ASCOMCER, é uma entidade civil de caráter filantrópico e sem fins lucrativos. Fundada em 04/01/1963 por Maria José de Baeta Reis, uma sobrevivente de um câncer de colo uterino, que dedicou o restante de sua vida ao atendimento do paciente oncológico indigente e à prevenção do câncer. A Associação surgiu como resultado da Primeira Convenção Brasileira das Organizações de Voluntárias Femininas de Luta Contra o Câncer, realizada em julho de 1962, na cidade do Rio de Janeiro.
Desde a inauguração, em 1988, da sua atual sede (Hospital Maria José Baeta Reis), situado no bairro Cascatinha, o Hospital ASCOMCER, como é popularmente conhecido, destina 94% do seu atendimento aos pacientes provenientes do Sistema Único de Saúde, e os outros 6% aos pacientes de planos de saúde e particulares.
Com muito suor e firmeza de propósito, e sempre com o apoio de companheiras, de cidadãos ilustres, médicos e voluntários; como também da sociedade Juizforana e da região, o sonho de Maria José Baeta Reis foi aos poucos se concretizando. No início, ainda sem um local adequado, o atendimento era realizado por toda uma equipe no domicílio dos pacientes, onde, além da assistência médica e medicamentos, recebiam roupas, alimentos e muito suporte afetivo. Logo no mês seguinte à sua fundação, em fevereiro, a Sociedade São Vicente de Paulo cedeu à entidade 6 leitos e condições para a instalação de uma enfermaria.
Fazenda Tapera
Em 1969 foi fundado na sede da antiga Fazenda Tapera o Instituto Dr. Cícero Tristão, onde a entidade, sempre amparando e atendendo aos pacientes carentes, permaneceu por 20 anos até a conclusão das obras do atual Hospital em uma área de 1520 m2 cedida pela prefeitura. Inicialmente custeada apenas com as promoções mensais realizadas pela própria associação e o apoio da comunidade, contou também com doações de empresários locais, além de receber uma grande ajuda financeira internacional, por meio do governo alemão.
Uma história de muita perseverança, construída em passos sólidos e em contínua evolução é o marco característico da trajetória da Associação desde o seu início até os dias atuais. Um caminho pontuado por resultados concretos em constante harmonia com o sonho de Maria José Baeta Reis e das suas companheiras que o compartilharam.
O Hospital possui um dos mais modernos equipamentos de combate ao câncer em termos de tecnologia mundial: o Acelerador Linear, que possibilita o controle exato das doses de radiação,
permitindo o tratamento de tumores mais profundos, poupando os tecidos benignos próximos ao tumor, diminuindo os efeitos colaterais e atingindo o objetivo com mais rapidez e precisão.
A ASCOMCER reúne as melhores condições para o atendimento dos seus pacientes. Além de uma excelente equipe multidisciplinar formada por experientes e qualificados profissionais, o hospital conjuga toda uma moderna e informatizada estrutura operacional com um espaço onde a dignidade humana é tão valorizada quanto a eficiência médica.
Antes de terminar este texto, é preciso destacar a perseverante e generosa dedicação da equipe de voluntários, o cuidado especial na forma como as crianças são acolhidas e amparadas; e, finalmente, a ótima notícia da ampliação do Hospital.
Visite aqui o site oficial da Instituição, e leia aqui a Revista comemorativa de 50 anos da ASCOMCER.
Informe-se, participe dos eventos e campanhas, doe e contribua para que a Associação Feminina de Prevenção e Combate ao Câncer de Juiz de Fora continue a ser referência em atendimentos oncológicos e um orgulho para todos nós.
                 
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A supervalorização do individualismo, do espaço privado, do egocentrismo infantil e do culto à celebridade, deprime, contrai, isola e embrutece os homens; seca os olhos, murcha e calcifica o coração. A solidariedade, a compaixão, a camaradagem e a doação de si demonstradas em atitudes semelhantes às dos ascomcerianos resultam em expansão da fronteira egoica, em alegria genuína compartilhada, em profundidade existencial, no retorno e reencontro de si no outro.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

UBUNTU SOMOS TODOS UM

Ubuntu



O termo Ubuntu é uma abreviação da expressão, ou do ditado, de origem africana: ngobantu ngumuntu ngabantu. O Ubuntu é a expressão de uma ética e de uma filosofia que valoriza o vínculo social, a comunidade, a cooperação, a solidariedade, a fraternidade e um compromisso de lealdade para com o outro, acima do interesse individual. Na falta de uma tradução exata e literal, algumas aproximações são sugeridas, como: Eu sou pelo que nós somos; Eu só existo porque nós existimos; Somos todos um; Humanidade para com todos; Sem você eu não sou; Em você torno-me humano... além de várias outras possíveis. Nas palavras do premiado Nobel da Paz, Arcebispo Desmond Tutu: ¨Uma das coisas em nosso país é o Ubuntu – a essência do ser humano. Ubuntu fala principalmente sobre o fato de que você não pode existir como ser humano de forma isolada. Ela fala sobre nossa interconexão. Você não pode ser humano sozinho, e quando você tem essa qualidade – Ubuntu – você é conhecido por sua generosidade. Nós pensamos de nós mesmos muito frequentemente, apenas, como indivíduos, separados uns dos outros, enquanto quando você está conectado, o que você faz afeta o mundo inteiro. Aquilo que você faz bem, se espalha, é para toda a humanidade... Uma pessoa com Ubuntu está aberta e disponível aos outros, apóia os outros, não se sente ameaçada quando os outros são bons e capazes. Ele ou ela, tem uma auto-confiança que vem de saber que ele ou ela pertence a um todo maior, e é diminuído quando os outros são humilhados ou diminuídos, quando outros são torturados ou oprimidos.¨
bodhisattva
Há uma história que ilustra muito bem o que é esta filosofia. Um breve resumo:
Na falta melhor do que fazer, um antropólogo enquanto aguardava um transporte que o levasse de volta para casa, teve a grande ideia de comprar alguns doces e fazer uma experiência com as crianças da tribo que estudava. Disse a elas que a primeira que chegasse onde se encontrava as guloseimas seria a dona de tudo, e poderia saborear sozinha o conteúdo da cesta que havia deixado sob uma árvore não muito distante dali. Para sua surpresa, as crianças correram juntas de mãos dadas até onde se encontrava o balaio e compartilharam felizes tudo o que encontraram nela. Não entendendo muito bem o acontecido, perguntou:_ Por que vocês correram juntas, de mãos dadas, se aquela que tivesse chegado antes poderia ter tudo só para si mesma? As crianças olharam espantadas para ele e disseram: _Ubuntu, senhor. Como é que apenas um de nós poderia ficar feliz se todos os outros ficassem tristes?
UBUNTU para TODOS aqui dos outros cantos do mundo que sofremos da ausência desse contato estreito com o próximo. Daí, serem a solidão e a depressão as nossas companheiras inseparáveis!
Que esses ventos vindos da Mãe África elevem nossos espíritos e nos encantem com a sua inocência!


   Meninos - Xangai
Vídeo tomado emprestado do canal Francisco Buarque:
https://www.youtube.com/watch?v=zMdWhaZFxUM

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As criançaque desconhecem o Bullying! 
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quinta-feira, 9 de maio de 2013

Uma Guerra - Darwin e o darwinismo

 GUERRAS

Guerra Santa


Quase nada do que se acredita sobre Darwin é rigorosamente verdade. A teoria da evolução - segundo a qual todas as espécies descendem, no máximo, de alguns poucos ancestrais rudimentares e comuns – já estava bem estabelecida antes que ele contribuísse para seu aprimoramento. Seu grande aditamento, a doutrina da seleção natural ou ¨da sobrevivência dos mais aptos¨, nunca pretendeu ser uma explicação total de como funciona a evolução e era desconsiderada por alguns dos seus mais próximos defensores. Thomas Huxley, por exemplo, que foi reconhecido, com razão, como porta voz do darwinismo e que preferia um macaco a um bispo como remoto progenitor, nunca acreditou na seleção natural. O próprio Darwin nem sempre lhe foi fiel, às vezes preferindo a ¨seleção sexual¨ - a eliminação de tipos não favorecidos na luta pelo acasalamento – como o ¨principal agente¨ da mudança evolutiva. Teorias evolucionistas estavam, por assim dizer, no ar do seu tempo – como a ¨chave de todas as mitologias¨ de Casaubon e a da ¨busca da base comum de todos os tecidos vivos¨, de Lydgate. Outros pesquisadores estavam na pista da seleção natural ou tinham esboçado a idéia quando Darwin publicou sua teoria. Ele foi menos importante como pensador original do que como divulgador convincente.
A imagem de Darwin, projetada por seus amigos e família, como personificação da filantropia vitoriana e da caridade natural, era um truque de propaganda, uma promessa de campanha de um candidato à veneração como herói, uma dessas promessas que se cumprem ao olvidá-las. Apesar de sua grande riqueza, era prudente com ela ao ponto de parecer avarento...
A ciência de Darwin também não foi menos politicamente apaixonada, nem menos desinteressada do que qualquer outra. Foi um produto de sua época e das circunstâncias e serviu aos interesses de uma raça e classe particulares. Não havia uma linha divisória clara entre darwinismo ¨científico¨ e darwinismo ¨social¨...
A saúde precária o torturava, muitas vezes sofria dores e tinha acessos de vômitos que por vezes duravam semanas e era perturbado pela angústia com a fraqueza e vulnerabilidade de seus próprios filhos. Seu interesse pela procriação científica e pela sobrevivência dos mais aptos era um eco evidente de sua própria situação. Sua convicção da unidade da criação era, em parte, resultado da observação social: seu desprezo pelos selvagens da Terra do Fogo, que encontrou na viagem do Beagle, o persuadiu de que o homem não civilizado era simplesmente um animal saído de uma bifurcação do tronco comum. O artista oficial do Beagle desenhou os nativos com realismo deprimente: peludos e com traços simiescos, com pernas tortas, joelhos para dentro, acabrunhados, o epítome de uma ignóbil selvageria.
À medida que seu trabalho avançava, Darwin se empenhava cada vez mais na busca de uma teoria que explicasse a evolução das estruturas sociais, as maneiras, a moral e as propriedades da alma – incluindo consciência e vergonha, frutos humanos da macieira do Éden. ¨Oh! seu materialista¨ censurava-se a si mesmo: em parte porque, tendo perdido a fé num acesso de amargura, quando morreu a filha muito amada, quis eliminar a Providência tanto da história quanto da criação; em parte, também, devido à influência, ante seus olhos, de um modelo de mundo competitivo e de uma sociedade de emulação, que selecionava categorias e raças, exatamente como a brutal e bela justiça da natureza selecionava espécies.
Refletindo sobre suas anotações a bordo do Beagle, em 1839, Darwin traçou o paralelo explícito. ¨Quando duas raças de homens se encontram, atuam exatamente como duas espécies de animais. Lutam, devoram-se mutualmente. (...) Mas logo vem a luta mais mortal, isto é, a de quem tem a organização mais apta ou instintos (ou seja, a inteligência, no homem) mais aptos para vencer.¨ Os negros, especulava, teriam evoluído para uma espécie distinta, se o imperialismo não tivesse posto fim ao seu isolamento. Como estavam as coisas, achavam-se condenados à extinção.
A intervalos, repetiu quase exatamente as mesmas opiniões até 1881, o ano anterior à sua morte. Embora Darwin não tomasse a iniciativa de aplicar a teoria da seleção natural à justificação do racismo e do imperialismo, cooperou com os esforços de muitos contemporâneos seus que o fizeram. Os britânicos, que triunfaram numa espantosa variedade de ambientes, pareciam escolhidos pela Natureza e testados na luta, como antigamente os judeus pareceram escolhidos por Deus e testados na fé. Era, portanto, adequado que, apesar de sua apostasia, Darwin fosse sepultado na Abadia de Westminster, o panteão dos espécimes da superioridade britânica.
No mesmo ano da morte de Darwin, morreu o conde de Gobineau, que – baseando-se mais no que então começava a ser chamado de antropologia do que na biologia – tinha estabelecido uma graduação das raças humanas na qual os arianos estavam no topo e os negros na base. Dois anos depois morria Gregor Mendel, o monge austríaco cujas experiências com ervilhas assentaram os fundamentos da ciência da genética. As implicações de seu trabalho não foram levadas adiante até o final do século, mas quando isso foi feito, ajudaram a completar a tendência para a qual Darwin e Gobineau tinham contribuído: entre os resultados, o mais influente socialmente foi a base científica sobra a qual, em combinação com os efeitos do darwinismo, o racismo parecia descansar.
A genética proporcionava a explicação de como um homem podia ser, inerente e necessariamente, inferior a outro em razão apenas da raça. A antropologia dos sábios na tradição de Gobineau fornecia o que passava por prova. Darwin ajudou a proporcionar uma justificação para a submissão de raças naturalmente inferiores às mais bem adaptadas. Como conseqüência parcial, a primeira metade do século XX foi uma época de impérios seguros de si mesmos, uma época em que se podia fazer os críticos do imperialismo parecerem sentimentais ou anticientíficos, num mundo cortado pela espada em fatias, empilhadas em ordem de raças.
Nenhuma época anterior conseguia formular doutrinas racistas de modo tão completo ou tão convincente. Os impérios do início da era moderna tinham sido construídos com teorias muito menos abrangentes... Agora, exatamente quando o poder branco atingira seu ponto mais penetrante e difuso, a teoria científica ajudava a impô-lo nas metrópoles coloniais. Os imperialistas do Ocidente branco podiam enfrentar com confiança o resto do mundo.
Pode-se objetar que o racismo, de uma forma ou de outra, é antigo e onipresente: dizem que a maioria das línguas humanas não tem um termo para ¨ser humano¨, exceto o que denota particularmente os membros de uma tribo ou grupo; que a identidade sempre foi alimentada pelo ódio de aos de fora; que o desprezo é um mecanismo comum de defesa contra o forasteiro; que o que o século XIX chamou de ¨raça¨ fora encoberto, em épocas anteriores, pelo discurso de ¨linhagem¨ ou ¨pureza do sangue¨. Contudo, as concepções do imperialismo moderno eram singularmente arrogantes...
*grifos nossos
*Milênio – Felipe Fernández-Armesto


Bill Gates

Palestra proferida em uma escola secundária americana atribuída a Bill Gates
1_ A vida não é fácil. Acostume-se com isso.
2_ O mundo não está preocupado com a sua auto-estima. O mundo espera que você faça alguma coisa útil por ele antes de você sentir-se bem com você mesmo.
3_ Você não ganhará R$20.000 por mês assim que sair da escola. Você não será vice-presidente com carro e telefone à disposição antes que você tenha conseguido comprar seu próprio carro e telefone.
4_ Se você acha o seu professor rude, espere até ter um chefe. Ele não terá pena de você.
5_ Vender jornal velho ou trabalhar durante as férias não está abaixo da sua posição social. Seus avós têm uma palavra diferente para isso: eles chamam de oportunidade.
6_ Se você fracassar, não é culpa dos seus pais. Então não lamente seus erros, aprenda com eles.
7_ Antes de você nascer, seus pais não eram tão críticos como agora, eles só ficaram assim por pagarem as suas contas, lavarem as suas roupas e ouvirem você dizer que eles são ¨ridículos¨. Então antes de salvar o planeta para a próxima geração querendo consertar os erros da geração dos seus pais, tente limpar seu próprio quarto.
8_ Sua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Em algumas escolas você não repete mais de ano e tem tantas chances que precisar até acertar. Isso não se parece com absolutamente nada na vida real. Se pisar na bola está perdido...rua! Faça certo da primeira vez!
9_ A vida não é dividida em semestres. Você não terá sempre os verões livres e é pouco provável que outros empregados o ajudem a cumprir suas tarefas no fim do período.
10_Televisão não é vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar o barzinho ou a boate e ir trabalhar.
11_Seja legal com os CDFs (aqueles estudantes que os demais julgam que são uns babacas). Existe uma grande possibilidade de você vir a trabalhar para um deles.
*grifos nossos
Incubadora da competição, do bullying e do individualismo. Negação desde o berçário da compaixão e da camaradagem, esta palestra é algo assim como a liturgia do capitalismo. O seu terço, rosário e mantra.  


                                                                         EM GUERRA
                                                                    A história do Mundo
                                                                      A história do Ego




Guerra Santa (...a...). Massacre de Siquém (...). Guerra de Lagash contra Umma (2525 a.C.). Invasões dos Assírios na Mesopotâmia (1300 a.C. a 630 a.C.). Batalha de Kadesh (1294 a.C.). Guerra de Tróia (1250 a.C. até 1240 a.C.). Primeira Batalha Naval - Hititas versus Chipre - (1210 a.C). Guerras Greco-Persas (500 a.C. até 448 a.C.). Guerras Médicas (490 a.C. até 479 a.C.). Guerra do Peloponeso (431 a.C. a 404 a.C.). Batalha de Leuctra (371 a.C.). Guerra: Samnitas versus Samnium (343 a.C. a 290 a.C.). Guerras de Alexandre, O Grande (334 a.C. – 323 a.C.). Batalha de Issus (333 a.C.). Batalha de Arbela (331 a.C.). Primeira Guerra Púnica (264 a.C. até 241 a.C.). Segunda Guerra Púnica (218 a.C. até 201 a.C.). Guerras Macedônicas (215 a 168 a.C.). Batalha de Pidna (168 a.C.). Terceira Guerra Púnica (149 a.C. até 146 a.C.). Guerras Romano-Persas (92 a.C. até 627 d.C.). Guerra Social contra os Aliados Latinos (91 a.C. a 88 a.C.). Guerra Civil de Sulla (82 a 81 a.C.). Guerras Gálicas (58 a.C. a 50 a.C.). Guerra do Primeiro Triunvirato (50 a.C. – 45 a.C.). Guerra Civil de Júlio César (49 a.C. até 45 a.C.). Invasão Romana das Ilhas Britânicas (43 a.C.). Guerra do Segundo Triunvirato (32 a.C. a 31 a.C.). Guerras Judaico-Romanas (séc. II e III). Massacre de Medina (213 d.C.) Guerra dos Três Reinos na China (220 até 265 d.C.). Guerra dos Oito Príncipes na China (291 a 306). Batalha de Adrianópolis (378 d.C.). Batalha de Chalons-sur-Marne (451 d.C.). Guerra Goguryeo-Sui (598- 614). Batalha de Badr (séc. VII). Batalhas de Meca e Medina (627 a 630 d.C.). Batalha de Dunnichen (685). Conquista Árabe da Espanha (711 – 718). Batalha e cerco de Constantinopla (717 – 718). Batalha de Tours (732). Batalha de Poitiers (740). Guerra Civil Árabe (750). Conquistas de Carlos Magno (771 a 814 d.C.). Invasões Escandinavas na Europa (800 até 1016 d.C.). Guerra Civil Muçulmana (1009). Invasão da Índia por Mahmud (1019). Batalha de Mastings (1066 d.C.). Conquista Romana da Inglaterra (1066). Cruzadas (1096 a 1291): 1ª: 1096 a 1099; 2ª: 1147 a 1149; 3ª: 1187 a 1191; 4ª: 1202 a 1204; Cruzada contra os Cátaros: 1209 a 1229; 5ª: 1217 a 1221; 6ª: 1228; 7ª: 1248 a 1254; 8ª: 1270; 9ª Cruzada: 1271 a 1291. Batalha e cerco de Jerusalém (1099). Guerra Civil Inglesa (1139 a 1153). Guerra da Barba (1152 até 1453). Batalha dos Chifres de Mattin (1187 d.C.). Conquistas de Gêngis Khan (1206 a 1227). Invasão Mongol da Rússia (1223 até 1240). Invasão Mongol da Bulgária (1236 a 1237). Invasão Mongol da Europa (1241). Primeira Guerra da Independência da Escócia (1296 – 1328). Invasão da Síria, da Índia e conquista do Irã por Tamerlão (séc. XIV). Segunda Guerra da Independência da Escócia (1332 até 1333). Guerra dos Cem anos (1337 até 1453). Guerra da Sucessão da Bretanha (1341 a 1364). Guerra Tokhtamysh - Tamerlão (1385 – 1399). Guerras Hussitas (1420 a 1436). Batalha e Cerco de Constantinopla (1453). Guerra dos Treze Anos – entre a Polônia e os Cavaleiros Teutônicos (1454 a 1466). Guerra das Rosas (1455 a 1485). Batalha e Cerco de Granada (1491-1492). Conquista da América Espanhola *mais de 25.000.000 de mortos nos primeiros 30 anos* (1492 – 1560). Guerras Italianas (1494 até 1559). Descoberta e Invasão do Brasil (1500 a 1822). Ocupação da Hungria pelos Turcos (séc. XVI). Batalha e Cerco de Tenochtitlán – cidade do México - (1521 a 1522). Guerra da Libertação da Suécia (1521 – 1523). Invasão da Índia por Baber (1525 até o séc. XVIII). Batalha de Cajamarca (1532). Conquista Espanhola de Yucatán (1540). Invasão Francesa no Brasil (1555 a 1567). Guerra dos Aimorés (1555 até 1673). Confederação dos Tamoios (1556/1567). Guerras Religiosas Francesas (1562 a 1593). Guerra Nórdica dos Sete Anos (1563 – 1570). Guerra dos Oitenta Anos (1568 – 1648). Invasão de Portugal pela Espanha (1580). Guerras da Espanha versus Inglaterra (1580 até 1603). Guerra dos Potiguares (1586 – 1599). Genocídio Indígena nos EUA *mais de 20.000.000 de mortos* (Séculos XVII, XVIII e XIX). Guerra Luso – Neerlandesa (1588 até 1654). Guerra dos Trinta Anos (1618 a 1648). Invasões Holandesas no Brasil (1624 até 1654). Guerra da Restauração (1640 – 1668). Guerras Confederadas Irlandesas (1641 a 1653). Guerra Civil Inglesa (1642 a 1651). Rebelião de Chmielnicki (1648 a 1654). Guerra Holandeses-Macássar (1652 até 1669). Guerras Anglo-Holandesas (1652 até 1784). Guerra Russo-Polaca (1654 – 1656). Guerra Sueco-Brandenburg (1655 a 1656). Guerra Sueco-Polaca (1655 – 1660). Guerra Russo-Sueca (1656 até 1658). Guerra Sueco-Dinamarquesa (1656 a 1660). Guerra Sueco-Holandesa (1657 a 1660). Guerra Russo-Polaca (1658 – 1667). Revolta da Cachaça (1660 a 1661). Conjuração do Nosso Pai (1666). Grande Guerra Turca (1667 – 1683). Guerra da Santa Liga (1683 até 1699). Guerra dos Bárbaros ou Confederação dos Cariris (1683 a 1713). Revolta de Beckman (1684). Guerra dos Palmares (XVII a XVIII). Grande Guerra do Norte (1700 – 1721). Guerra da Sucessão Espanhola (1701 até 1714). Guerra dos Emboabas (1708 – 1709). Revolta do Sal (1710). Guerra dos Mascates (1710 – 1711). Motins do Maneta (1711). Revolta de Mandu Ladino (1712 – 1719). Revolta de Felipe dos Santos (1720). Guerra Russo-Persa (1722 – 1723). Guerra dos Manaus (1723 a 1728). Guerra da Sucessão da Polônia (1733 a 1738). Guerra de Sucessão da Áustria (1740 – 1748). Guerra Guaranítica (1754 a 1756). Guerra dos Sete Anos (1756 até 1763). Guerra da Independência dos Estados Unidos da América (1775 a 1783). Rebelião Túpac Amaru (1780). Conspiração Inconfidência Mineira (1789). Guerras da Revolução Francesa (1793 a 1799). Conjuração Carioca (1794 a 1795). Revolta dos Alfaiates ou Conjuração Baiana (1798). Batalha do Nilo (1798). Conspiração dos Suassunas (1801). Guerras Napoleônicas (1803 a 1815). Guerra da Independência Espanhola (1804 até 1814). Batalha de Trafalgar (1805). Guerra Peninsular (1807 – 1814). Guerra de Independência da Bolívia (1809 a 1825). Guerra da Independência da Argentina (1810 até 1816). Batalha de Waterloo (1815). Guerra contra Artigas (1816 – 1820). Guerra da Independência do Chile (1817 a 1818). Ciclo Revolucionário de 1820. Guerra da Independência do Peru (1820 – 1825). Guerra da Independência do México (1821 até 1823). Guerra da Independência da Grécia (1821 – 1832). Guerra da Independência do Brasil (1822 a 1823). Batalha do Jenipapo (1823). Confederação do Equador (1823 a 1824). Guerra da Cisplatina (1825 a 1828). Revolta dos Mercenários (1828). Revoluções de 1830 na Europa. Conquista Francesa da Argélia (1830 – 1847). Noite das Garrafadas (1831). Insurreição da Cabanada (1832 a 1835). Revolta Federação dos Guanais (1832). Insurreição da Cabanagem (1834 a 1840). Revolta dos Malês (1835). Guerra dos Farrapos ou Revolução Farroupilha (1835 até 1845). Insurreição Sabinada (1837 a 1838). Guerra EUA x México (1848). Insurreição Balaiada (1838 a 1840). Primeira Guerra do Ópio (1839 a 1842). Primeira Guerra Afegã (1839 – 1842). Batalha de Chapultepec (1847). Guerra EUA x México (1848). Revoluções de 1848 na Europa. Revolução Praieira (1848 a 1849). Rebelião Taiping *entre 20 e 40 milhões de mortos* (1850 a 1864). Rebelião Nien (1851 a 1868). Guerra dos Marimbondos (1852). Guerra da Criméia (1853 até 1856). Rebelião Miao (1854 – 1873). Guerras do Clã Punti-Hakka (1855 – 1867). Segunda Guerra do Ópio (1856 – 1860). Revolta dos Panthay (1856 a 1873). Guerra do Marrocos (1859). Guerra da Independência Italiana (1859 a 1860). Guerra dos Índios Americanos (1860 – 1890). Guerra Civil Americana (1861 a 1865). Revolta Dungan (1862 até 1877). Guerra do Paraguai (1864 a 1870). Guerra Austro-Prussiana (1866). Guerra Boshin (1868 a 1869). Guerra Franco-Prussiana (1870 a 1871). Revolta dos Quebra-Quilos (1874 a 1875). Motim das Mulheres (1875). Segunda Guerra Afegã (1878 – 1880). Guerra Anglo-Zulu (1879). Guerra do Pacífico (1879 a 1883). Conflito Israel-Palestina (1890 a...). Revolta da Armada (1893 – 1894). Guerra do Rife (1893 a 1926). Guerra Hispano-Americana (1898). Batalha de San Juan (1898). Guerra Acreana (1898 a 1903). Revolta da Vacina (1904). Guerra Russo-Japonesa (1904 a 1905). Genocídio Namíbio (1904 a 1907). Revolta da Chibata (1910). Guerras Balcânicas (1912 – 1913). Guerra do Contestado (1912 até 1916). Primeira Guerra Mundial *30.000.000 de mortos* (1914 a 1918). Genocídio Assírio (1914 – 1920). Genocídio Armênio (1915 a 1917). Revolução Russa (1917). Guerra da Independência da Irlanda (1919 a 1921). Guerra Civil e Revolução Comunista da China (1930 até 1949). Revolução de 1930-Brasil. Revolução Constitucionalista (1932). Guerra do Chaco (1932 até 1935). Intentona Comunista (1935). Guerra Ítalo-Etíope (1935 – 1936). Guerra Civil Espanhola (1936 a 1939). Massacre de Nanquim *mais de 150.000 mortos* (1937/1938). Guerra Sino-Japonesa (1937 a 1945). Segunda Guerra Mundial *45.000.000 de mortos* (1939 a 1945). Deportados por Stalin para a Sibéria *3.300.000 pessoas* (1941 a 1949). Revoluções no Irã (1941, 1953 e 1979). Guerra Fria (1945 – 1990). Guerra da Indochina (1946 a 1954). Guerra Civil Indiana e Guerra Paquistão x Índia (1947 – 1948). Guerra da Independência Israelense (1948 – 1949). Guerra da Coréia (1950 a 1953). Revolução Cubana (1956 a 1959). Guerra do Vietnã (1962 a 1975). Guerra Sino-Indiana (1962). Guerra de Independência de Angola (1962 a 1974). Guerra de Shifta (1963 a 1967). Guerra de Independência da Guiné-Bissau (1963 até 1974). Revolução de Zanzibar (1964). Golpe Militar no Brasil (1964 a 1985). Guerra Indo-Paquistanesa (1965 a 1971). Guerra Civil no Chade (1965 até 1982 e 1998 a 2002). Guerra dos Seis Dias (1967). Atentado da Piazza Fontana (1969). Golpe de Estado em Uganda (1971). Batalha no Canal de Suez (1973). Guerra de Yom Kipur (1973). Genocídio Cambojano *mais de 2.000.000 de mortos* (1975 a 1979). Guerra Civil do Líbano (1975 – 1990). Guerra Civil Angolana (1975 – 2002). Golpe de Estado no Paquistão (1977). Guerra Líbia-Egito (1977). Guerra Uganda-Tanzânia (1978 – 1979). Guerra Líbia-Chade (1978 – 1987). Revolução Sandinista na Nicarágua (1979). Invasão Soviética do Afeganistão (1979 até 1989). Guerra Civil Afegã (1979 até 1989). Guerra Irã-Iraque *mais de 1.000.000 de mortos* (1980 – 1988). Guerra das Malvinas (1982). Revolução na Somália (1986 a 1992). Massacre do Capacete ou Massacre dos Ticunas (1988). Guerra do Golfo Pérsico (1990 a 1991). Guerra Civil da Somália (1991 a...). Guerra Civil da Bósnia (1992 – 1995). Guerra Civil da Argélia (1992 até 2002). Genocídio em Ruanda *800.000 mortos* (1994). Guerra de Kosovo (1998 a 1999). Guerra de Kargil (1999). Guerra do Iraque (2003 a 2010). Revolução de Jasmim (2010 a 2011)Periferia x Centro. Sul contra o Norte. Esquerda x Direita. Hetero x HomoMorro contra Asfalto. Rico contra Pobre. Leste x Oeste...Guerra Santa (... a...).
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Vídeo tomado emprestado do Canal Mariposa7171