domingo, 16 de junho de 2013

ILUMINAÇÃO JIDDU KRISHNAMURTI

 ILUMINAÇÃO

Com a devida permissão do Horácio e do Maurício de Souza

...Desejais conhecer a Deus porque perdestes a melodia em vosso coração e saís em busca do autor!
Algumas pessoas vão à Índia, mas não sei por que fazem isso: a verdade não está lá; o que está lá é a fantasia, e a verdade não é uma fantasia. A verdade está onde você está. Não em algum país estrangeiro, mas onde você está. A verdade é o que você está fazendo, como está se comportando. Está aí, não nas cabeças raspadas e naquelas bobagens que os homens têm feito.
Jiddhu Krishnamurti

quarta-feira, 29 de maio de 2013

TECNOLOGIA TEMPO e DECADÊNCIA

Tempo e Decadência

Quando a tecnologia e o dinheiro tiverem conquistado o mundo; quando qualquer acontecimento em qualquer lugar e a qualquer tempo se tiver tornado acessível com rapidez; quando se puder assistir em tempo real a um atentado no ocidente e a um concerto sinfônico no oriente; quando tempo significar apenas rapidez online; quando o tempo, como história, houver desaparecido da existência de todos os povos, quando um esportista ou artista de mercado valer como grande homem de um povo; quando as cifras em milhões significarem triunfo, – então, justamente então – reviverão como fantasma as perguntas: para quê? Para onde? E agora? A decadência dos povos já terá ido tão longe, que quase não terão mais força de espírito para ver e avaliar a decadência simplesmente como… Decadência. Essa constatação nada tem a ver com pessimismo cultural, nem tampouco, com otimismo… O obscurecimento do mundo, a destruição da terra, a massificação do homem, a suspeita odiosa contra tudo que é criador e livre, já atingiu tais dimensões, que categorias tão pueris, como pessimismo e otimismo, já haverão de ter-se tornado ridículas.

Martin Heidegger por Antônio Abujamra
TV Cultura


Martin Heidegger 

sábado, 25 de maio de 2013

O TEMPO e o RELÓGIO

O Relógio


Não há nada que diferencie tanto a sociedade Ocidental de nossos dias das sociedades mais antigas da Europa e do Oriente do que o conceito de tempo. Tanto para os antigos gregos e chineses quanto para os nômades árabes ou para o peão mexicano de hoje, o tempo é representado pelos processos cíclicos da natureza, pela sucessão dos dias e das noites, pela passagem das estações. Os nômades e os fazendeiros costumavam medir – e ainda o fazem hoje – seu dia do amanhecer até o crepúsculo e os anos em termos de plantar e de colher, das folhas que caem e do gelo derretendo nos lagos e rios.
O homem do campo trabalhava em harmonia com os elementos, como um artesão, durante tanto tempo quanto julgasse necessário. O tempo era visto como um processo natural de mudanças e os homens não se preocupavam em medi-lo com exatidão. Por essa razão, civilizações que eram altamente desenvolvidas sob outros aspectos dispunham de meios bastante primitivos para medir o tempo: a ampulheta cheia que escorria, o relógio de sol inútil num dia sombrio, a vela ou a lâmpada onde o resto de óleo ou cera que permanecia sem queimar indicava as horas. Todos esses dispositivos forneciam medidas aproximadas de tempo e tornavam-se muitas vezes falhos pelas condições do clima ou pela inabilidade daqueles que os manipulavam. Em nenhum lugar do mundo antigo ou da Idade Média havia mais do que uma pequeníssima minoria de homens que se preocupassem realmente em medir o tempo em termos de exatidão matemática.
O homem ocidental civilizado, entretanto, vive num mundo que gira de acordo com os símbolos mecânicos e matemáticos das horas marcadas pelo relógio. É ele que vai determinar seus movimentos e dificultar suas ações. O relógio transformou o tempo, transformando-o de um processo natural em uma mercadoria que pode ser comprada, vendida e medida como um sabonete ou um punhado de passas de uvas. E, pelo simples fato de que, se não houvesse um meio para marcar as horas com exatidão, o capitalismo industrial nunca poderia ter se desenvolvido, nem teria continuado a explorar os trabalhadores, o relógio representa um elemento de ditadura mecânica na vida do homem moderno, mais poderoso do que qualquer outro explorador isolado ou do que qualquer outra máquina...
O relógio ofereceu os meios através do qual o tempo – algo tão indefinível que nenhuma filosofia conseguira ainda determinar sua natureza – passou a ser medido concretamente em termos mais palpáveis de espaço, dado pela circunstância do mostrador do relógio. O tempo, como duração, perdeu sua importância e os homens começaram a falar em extensões de tempo como se estivessem falando em metros de algodão. Assim o tempo, agora representado por símbolos matemáticos, passou a ser visto como uma mercadoria que podia ser comprada e vendida como qualquer outra mercadoria...
Agora são os movimentos do relógio que vão determinar o ritmo da vida do ser humano - os homens se tornaram escravos de uma ideia de tempo que eles mesmos criaram e são dominados por esse temor tal como aconteceu com Frankenstein. Numa sociedade livre e saudável, essa dominação do homem por máquinas por ele mesmo construídas chega a ser ridícula, mais ridícula até do que o domínio do homem pelo homem. A contagem do tempo deveria ser relegada à sua verdadeira função, como uma forma de referência e um meio para coordenar as atividades do ser humano, que voltaria a ter uma visão mais equilibrada da vida, já não mais dominada pelos regulamentos impostos pelo tempo e pela adoração ao relógio. A liberdade completa implica a libertação da ditadura das abstrações, tanto quanto a libertação do comando dos homens.
*grifos nossos   

George Woodcock em A Ditadura do Relógio

George Woodcock (1912/1995)

*

O Tempo

Tempo de Tempo e não Tempo

Deus Cronos


Tempo é tempo vivido
não há tempo passado
quando a vivência não era 

tempo  tempo futuro

quando a vivência não será

geradores do tempo
de um instante concebido
encompridaram à eternidade

dizer que não há tempo
é tão absurdo
quanto dizer que ele há

o tempo se desfaz
no tempo que se liberta
pela ausência do temporalizador
.

                               ...de um certo Anônimo

*

O Eterno

A Morte e o Amor

 

Só a morte põe fim seguro

Às dores e aflições da vida.

A vida, porém, temerosa,

Tudo faz para adiar esse encontro.               
 

É que a vida vê da morte

Apenas a mão sombria

E fecha os olhos à luzente taça 

Que a mesma morte lhe oferece.

 

Assim também foge do amor

O coração apaixonado,

Receoso de um dia morrer

Da mesma paixão por que vive.

 

Lá onde nasce o verdadeiro amor

Morre o “eu”, esse tenebroso déspota.

Tu o deixas expirar no negror da noite

E livre respiras à luz da manhã.

                 Poesia: A Morte e o Amor de Rumi               

Jalal ad-Din Muhammad RUMI

quarta-feira, 22 de maio de 2013

HUXLEY e o ADMIRÁVEL MUNDO NOVO

Um Velho Novo Mundo 

Haverá na próxima geração, ou talvez um pouco mais tarde, um método farmacológico um método de fazer as pessoas amarem sua servidão e produzir ditaduras sem lágrimas, por assim dizer. Produzir uma espécie de campo de concentração indolor para sociedades inteiras, para que as pessoas na verdade tenham suas liberdades suprimidas, mas gostem, porque elas serão distraídas de qualquer desejo de se rebelar - pela propaganda, ou pela lavagem cerebral, ou pela lavagem cerebral aumentada por métodos farmacológicos. Esta parece ser a revolução final.

Aldous Huxley-1961

UBUNTU SOMOS TODOS UM

Ubuntu



O termo Ubuntu é uma abreviação da expressão, ou do ditado, de origem africana: ngobantu ngumuntu ngabantu. O Ubuntu é a expressão de uma ética e de uma filosofia que valoriza o vínculo social, a comunidade, a cooperação, a solidariedade, a fraternidade e um compromisso de lealdade para com o outro, acima do interesse individual. Na falta de uma tradução exata e literal, algumas aproximações são sugeridas, como: Eu sou pelo que nós somos; Eu só existo porque nós existimos; Somos todos um; Humanidade para com todos; Sem você eu não sou; Em você torno-me humano... além de várias outras possíveis. Nas palavras do premiado Nobel da Paz, Arcebispo Desmond Tutu: ¨Uma das coisas em nosso país é o Ubuntu – a essência do ser humano. Ubuntu fala principalmente sobre o fato de que você não pode existir como ser humano de forma isolada. Ela fala sobre nossa interconexão. Você não pode ser humano sozinho, e quando você tem essa qualidade – Ubuntu – você é conhecido por sua generosidade. Nós pensamos de nós mesmos muito frequentemente, apenas, como indivíduos, separados uns dos outros, enquanto quando você está conectado, o que você faz afeta o mundo inteiro. Aquilo que você faz bem, se espalha, é para toda a humanidade... Uma pessoa com Ubuntu está aberta e disponível aos outros, apóia os outros, não se sente ameaçada quando os outros são bons e capazes. Ele ou ela, tem uma auto-confiança que vem de saber que ele ou ela pertence a um todo maior, e é diminuído quando os outros são humilhados ou diminuídos, quando outros são torturados ou oprimidos.¨
bodhisattva
Há uma história que ilustra muito bem o que é esta filosofia. Um breve resumo:
Na falta melhor do que fazer, um antropólogo enquanto aguardava um transporte que o levasse de volta para casa, teve a grande ideia de comprar alguns doces e fazer uma experiência com as crianças da tribo que estudava. Disse a elas que a primeira que chegasse onde se encontrava as guloseimas seria a dona de tudo, e poderia saborear sozinha o conteúdo da cesta que havia deixado sob uma árvore não muito distante dali. Para sua surpresa, as crianças correram juntas de mãos dadas até onde se encontrava o balaio e compartilharam felizes tudo o que encontraram nela. Não entendendo muito bem o acontecido, perguntou:_ Por que vocês correram juntas, de mãos dadas, se aquela que tivesse chegado antes poderia ter tudo só para si mesma? As crianças olharam espantadas para ele e disseram: _Ubuntu, senhor. Como é que apenas um de nós poderia ficar feliz se todos os outros ficassem tristes?
UBUNTU para TODOS aqui dos outros cantos do mundo que sofremos da ausência desse contato estreito com o próximo. Daí, serem a solidão e a depressão as nossas companheiras inseparáveis!
Que esses ventos vindos da Mãe África elevem nossos espíritos e nos encantem com a sua inocência!


   Meninos - Xangai
Vídeo tomado emprestado do canal Francisco Buarque:
https://www.youtube.com/watch?v=zMdWhaZFxUM

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As criançaque desconhecem o Bullying! 
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